Com frequência, a nossa relação com a forma como nos alimentamos é afeitada pela ansiedade. Quantas vezes você já sentiu uma vontade quase incontrolável de comer um doce para aliviar a tensão de um dia difícil? Ou, ao contrário, percebeu que estava tão ansioso depois de ter escutado uma notícia ruim que nem conseguia engolir nada?
Esses comportamentos não estão apenas ligados ao corpo, mas também à forma como lidamos com nossas emoções.
A comida vai além de uma necessidade biológica, ela tem um valor simbólico para cada pessoa, para cada família. Desde o nascimento, o ato de se alimentar está relacionado ao cuidado, ao amor e à sensação de acolhimento. Por isso, quando adultos, podemos buscar na comida uma forma de preencher algo que sentimos estar “faltando” em nós: um afeto, uma segurança, um alívio.
A compulsão alimentar ou a dificuldade de manter o peso podem estar ligados a essa tentativa inconsciente de controlar ou acalmar uma angústia. Comer sem sentir fome, exagerar em determinados alimentos ou, ao contrário, perder totalmente o apetite, podem ser formas de o corpo “falar” sobre algo que a mente não está conseguindo expressar.
A ansiedade, por exemplo, não é apenas um sentimento desconfortável, ela aponta para um conflito interno, emocional, para uma falta que tentamos preencher de várias maneiras e a comida pode se tornar uma delas.
É por isso que simplesmente fazer uma dieta, sem entender a relação emocional com os alimentos, muitas vezes não resolve o problema.
Um caminho possível é se perguntar: o que eu estou buscando quando como mesmo sem fome? Essa reflexão, junto ao acompanhamento psicológico, pode ajudar a identificar quais sentimentos estão por trás da relação com a comida, abrindo espaço para lidar de forma mais saudável com a ansiedade e a alimentação.
Se você sente que ansiedade e alimentação têm uma ligação forte na sua vida, que tal dar o primeiro passo para cuidar de si?