Mudar de país pode ser uma das experiências mais transformadoras da vida e também uma das mais solitárias. Muitos brasileiros que vivem fora passaram por esse processo com coragem, mas também com muitas renúncias.

Mesmo quando a decisão de migrar é voluntária, ela costuma carregar um custo emocional silencioso: a distância da família, o abandono (muitas vezes forçado) da profissão, o rompimento com costumes, vínculos afetivos e memórias.

Você deixou sua casa, suas referências, sua profissão, talvez até uma parte da sua identidade. Eu também já deixei minha terra natal e mesmo sendo um desejo antigo, precisei aprender a conviver com um tipo de luto que ninguém nomeia: o luto pelo que deixamos quando seguimos em frente.

Apesar da novidade de estar em um lugar diferente e muitas vezes melhor que o Brasil em diferentes aspectos, do ponto de vista da psicanálise, essa vivência pode ser entendida como um tipo de luto subjetivo. Luto não apenas pela ausência física, mas também por partes da nossa história que ficam suspensas, como se uma versão nossa tivesse ficado no país de origem.

Ao viver em outro país, algumas pessoas se vêem constantemente desafiadas a construir uma nova identidade. A forma como falamos, nos comportamos, trabalhamos ou até comemos é atravessada pela cultura local. Isso pode gerar uma sensação de não-pertencimento, mesmo após anos morando fora.

É comum se perguntar: “Será que eu ainda sou a mesma pessoa?” ou “Será que fiz a escolha certa?” e essas perguntas não são sinais de fraqueza, mas de um processo psíquico profundo de reorganização interna.

A psicoterapia, nesse contexto, pode ser uma importante aliada. É um espaço seguro para elaborar esse luto simbólico, reconstruir vínculos consigo mesma e resgatar um sentido de pertencimento que não depende do lugar onde se está, mas da possibilidade de se reconhecer em sua própria história.

Se você sente que algo ficou em suspenso dentro de você, saiba que é possível se cuidar mesmo à distância. A psicoterapia online pode ser esse espaço de escuta, reconstrução e reencontro.

Os atendimentos são via Google Meet ou WhatsApp, com horários adaptados ao fuso-horário do paciente.